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Tag Archives: Educação

Souto Maior na AULA DE DEMOCRACIA

Jorge Luiz Souto Maior
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Permitam-me usar meu curto tempo neste “palanque” para lhes relatar um diálogo.
Ontem, uma pessoa que ocupa um lugar bastante confortável na sociedade me indagou: por que você vai aceitar esse convite para comparecer ao ato dos estudantes na avenida Paulista amanhã? Você não é bom para falar às massas e, ademais, essa exposição pode lhe gerar riscos!
O que respondi a ele é o que tenho a dizer a vocês agora.
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Não vou falar às massas. Vou falar a pessoas. Pessoas inteligentes e conscientes. Que possuem, aliás, um tipo muito especial de consciência: uma consciência de classe, acompanhada de um essencial sentimento de solidariedade.
Preciso ir lá para dizer àquelas pessoas que elas possuem meu apoio e também minha solidariedade, pois o Brasil, decididamente, necessita de pessoas que estejam dispostas a lutar por ideais que vão além de seus interesses privados. Somente com essa postura é que poderemos eliminar as desigualdades econômicas, sociais e culturais que reinam, histórica e solenemente, em nosso convívio.
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Precisamos de pessoas que se dispõem, de caras limpas (ou pintadas de rosa), a se posicionar contrariamente às diversas formas de repressão que tendem a se institucionalizar contra as mobilizações populares de natureza reivindicatória.
Além disso, se manifestar-me, clara e abertamente, neste sentido pode trazer-me algum risco (e até pelo fato de você, que é uma pessoa tão esclarecida, ter externado esse receio), é porque realmente muito ainda precisa ser feito para inaugurar uma democracia neste país.
E se é assim, então não há mesmo outro lugar no mundo que eu queira estar amanhã que não seja no ato dos estudantes na Paulista.
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E aqui estou, meus amigos, para expressar sem reticências:
NÃO a todas as formas de repressão à liberdade de expressão, sobretudo para favorecer a produção de idéias e práticas voltadas ao resgate e a evolução da condição humana;
SIM à imediata democratização da USP, iniciando pela eleição direta para Reitor e a retirada de todos os processos, frutos de perseguição política, instaurados contra alunos e servidores.
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Parabéns pelo ato!
Obrigado por me permitirem participar!

Resposta à nota da PM sobre o ATO na Paulista

À Polícia Militar do Estado de São Paulo,
Os alunos em greve da Universidade de São Paulo, bem como aqueles que apóiam suas reivindicações, lamentam o desrespeito à democracia e aos direitos de outras pessoas promovidos pela Polícia Militar de São Paulo, pelos graves transtornos causados à sociedade paulistana.
Estudantes de uma das mais importantes universidades do país assumem o papel crítico que esta deve ter e chamam a atenção da sociedade, que investe no estudo dos jovens, para uma polícia que pratica “atos de incivilidade e atentados contra as liberdades individuais”, como, para citar apenas alguns exemplos:
·         Massacre do Carandiru: a intervenção da PM na Casa de Detenção de São Paulo (ou Carandiru), em outubro de 1992, que tinha como justificativa acalmar uma rebelião de presos, acabou realizando uma verdadeira chacina no local. Foram 111 detentos que perderam a vida;
·         Escândalo da Favela Naval: em 1997, policiais militares de São Paulo aparecem num vídeo torturando e assassinando um civil na Favela Naval, em Diadema. Apesar dos protestos da população e de outras autoridades, pedindo a demissão do Ministro da Segurança, o governador Mario Covas não cedeu, afirmando que não era possível banalizar o afastamento de um membro da PM e declarou: ”Para eu ser lógico, no limite dessa coisa (da hierarquia da responsabilidade pelos crimes) estou eu”;
·         Reação da PM aos ataques do PCC: em 2006, como retaliação aos ataques do PCC contra forças de segurança, a PM matou, entre 12 e 21 de maio, 108 pessoas (segundo dados da Secretaria de Segurança Pública). “Muitas dessas mortes decorreram da reação defensiva legítima de agentes públicos, mas outras tantas apontam para a atuação de grupos de extermínio e de policiais absolutamente fora de controle e comando, com nítido caráter de represália indiscriminada, notadamente, em face da população mais pobre e que habita as periferias das grandes cidades paulistas”, afirmou o desembargador Magalhães Coelho;
·         Matar em 5 anos mais que todas as polícias dos Estados Unidos juntas: segundo relatório da ONG Human Rights Watch, lançado em dezembro de 2009, a polícia do Estado de São Paulo prendeu 348 pessoas para cada morte em 2008. Já a polícia norte-americana prendeu mais de 37.000 pessoas para cada morte no mesmo ano. A proporção entre detenções realizadas e mortes cometidas pela PM de São Paulo encontram-se fora do nível de civilidade esperado para a corporação que supostamente defenderia a sociedade.
·         Orgulhar-se do que deveria ser motivo de vergonha: O Brasão de Armas da PM-SP possui 18 estrelas representativas de marcos históricos da corporação, como a “Revolução” de 1964 (golpe militar) ou a repressão a mobilizações sociais populares (Canudos, Revolta da Chibata, Greve de 1917)
No passado ou no presente desta corporação, que reprime movimentos sociais, discrimina populações mais pobres, mata e age com violência desmedida, não a vemos atuando de maneira inteligente, “buscando a negociação, sempre buscando evitar que os transtornos aos cidadãos fossem ainda maiores.” É de se perguntar quem está defendendo a cidadania, se os estudantes da USP ou uma corporação com um histórico assim.
Ressalta-se que a PM não hesita em usar da força contra os repórteres da imprensa cuja atuação ela diz louvar, conforme visto na Marcha da Maconha, por exemplo. Imagens da própria TV Folha mostram um repórter sendo atingido por jatos de spray de pimenta por um PM e atacado com golpe de cassetete por uma agente da Guarda Civil Metropolitana.
É por isso que, em ato público na Av. Paulista, os estudantes da USP vieram negar a atuação dessa polícia não só no campus da universidade, bem como em toda a sociedade.
Leia a nota da PM:
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CARTA AO GOVERNO DO ESTADO DE SP

São Paulo, 28 de novembro de 2011.
Nós, estudantes em greve da Universidade de São Paulo, viemos por meio desta exigir um posicionamento oficial do Governo do Estado de São Paulo acerca das nossas reivindicações:
            – Revogação do convênio da USP com a Secretaria de Segurança Pública. Fora PM! Subordinado a isso, exigimos um plano alternativo de segurança para os campi com as seguintes medidas:
  1. Plano de iluminação no campus;
  2. Política preventiva de segurança;
  3. Abertura do campus à população – possibilitando que a Universidade seja um espaço de aprendizado e convivência para a sociedade como um todo além de proporcionar maior circulação de pessoas;
  4. Abertura de concurso público para outra guarda universitária, que deve ser controlada pela comunidade Universitária. A nova guarda deve ter treinamento baseado nos direitos humanos, visando a prevenção dos problemas de segurança e efetivo feminino para a segurança da mulher;
  5. Mais circulares, com ampliação dos horários de funcionamento a noite e aos fins de semana. Os circulares devem chegar até o Metrô Butantã da linha amarela.
            – Retirada de todos os processos e sindicâncias contra estudantes, funcionários e professores.
            – Pela renúncia do reitor João Grandino Rodas. Convocação de uma estatuinte livre e soberana.
            – Anulação dos inquéritos e processos contra os 73 presos políticos na reintegração de posse da reitoria. Sabendo que esta reivindicação não compete ao poder de deliberação da reitoria da universidade, mas sim do poder judiciário, exigimos um pronunciamento público com um posicionamento oficial do Governo do Estado de São Paulo pela anulação destes processos.
Atenciosamente,

Assembleia Geral dos Estudantes da USP
e-mail para contato: uspemgreve@gmail.com
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CARTA À REITORIA DA USP

São Paulo, 28 de novembro de 2011.
Nós, estudantes em greve da Universidade de São Paulo, viemos por meio desta exigir um posicionamento oficial da reitoria acerca das nossas reivindicações:
            – Revogação do convênio da USP com a Secretaria de Segurança Pública. Fora PM! Subordinado a isso, exigimos um plano alternativo de segurança para os campi com as seguintes medidas:
  1. Plano de iluminação no campus;
  2. Política preventiva de segurança;
  3. Abertura do campus à população – possibilitando que a Universidade seja um espaço de aprendizado e convivência para a sociedade como um todo além de proporcionar maior circulação de pessoas;
  4. Abertura de concurso público para outra guarda universitária, que deve ser controlada pela comunidade Universitária. A nova guarda deve ter treinamento baseado nos direitos humanos, visando a prevenção dos problemas de segurança e efetivo feminino para a segurança da mulher;
  5. Mais circulares, com ampliação dos horários de funcionamento a noite e aos fins de semana. Os circulares devem chegar até o Metrô Butantã da linha amarela.
            – Retirada de todos os processos e sindicâncias contra estudantes, funcionários e professores.
            – Pela renúncia do reitor João Grandino Rodas. Convocação de uma estatuinte livre e soberana.
            – Anulação dos inquéritos e processos contra os 73 presos políticos na reintegração de posse da reitoria. Sabendo que esta reivindicação não compete ao poder de deliberação da reitoria da universidade, mas sim do poder judiciário, exigimos um pronunciamento público com um posicionamento oficial do Governo do Estado de São Paulo pela anulação destes processos.
Atenciosamente,

Assembleia Geral dos Estudantes da USP
e-mail para contato: uspemgreve@gmail.com

Medidas impopulares isolam reitor da USP

Ana Okada

Em São Paulo

O reitor da USP (Universidade de São Paulo), João Grandino Rodas, está isolado politicamente entre os setores da universidade. A popularidade do dirigente de uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil está em baixa entre funcionários, professores e estudantes.

Sempre fez parte do jogo político a reitoria ter oposição do sindicato dos trabalhadores, o Sintusp, enfrentar disputas com a associação dos professores, a Adusp, e receber reivindicações de eleições diretas para reitor feitas pelos estudantes, por meio do DCE (Diretório Central de Estudantes) e pelos centros acadêmicos. No entanto, uma série de decisões tomadas por Rodas tem deixado a relação mais tensa.

Each/USP, na zona leste da cidade, pode perder 330 vagas e o curso de obstetrícia; veja mais fotos

A rejeição ao reitor é “unanimidade”, diz o diretor do Sinstusp, Magno de Carvalho: “Em 33 anos de USP, nunca vi isso. Nunca tivemos rejeição assim entre funcionários como estamos tendo agora; até quem nunca reclamou, agora, reclama.”

Outra queixa é que falta “discussão e democracia”, segundo as entidades. Procurada pelo UOL Educação desde que Rodas assumiu o posto, a assessoria de imprensa disse que o reitor não tem tido “agenda disponível”. João Grandino Rodas foi empossado em janeiro de 2010. A escolha por seu nome foi uma decisão do então governador José Serra (PSDB-SP) e desrespeitou a votação dos conselhos da universidade, em que Rodas ficou em segundo lugar.

Leia mais

Na época da posse, Rodas assumiu prometendo mais diálogo. “Universidade é, por definição, diversidade e debate de ideias”, disse. A USP havia passado pelo confronto entre policiais e estudantes em junho de 2009 — algo inimaginável num cenário de defesa da diversidade do pensamento e do debate como é a instituição.

Decisões tomadas “na calada da noite”

Há alguns fatos que têm deixado o clima mais pesado na USP, como a demissão de funcionários aposentados que estavam na ativa (feita em período de férias), a transferência de alguns servidores para escritórios fora da Cidade Universitária (sem a consulta aos funcionários) e o desalojamento de grupos de estudos (sem garantias de que eles terão outra locação para suas atividades).

“Essa mudança para outros prédios nos surpreende. Mudar funcionários para locais com 10 ou 15 km de distância da Cidade Universitária é uma medida autoritária e, aparentemente, desnecessária”, diz o presidente da Adusp (Associação dos docentes da Universidade de São Paulo), João Zanetic.

O valor dos imóveis que serão utilizados pela administração da USP fora do campus foi questionado tanto pelo Sintusp quanto pela Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), que convocou o reitor na semana passada para responder a reclamações de gasto de dinheiro público sem necessidade e ausência de transparência e diálogo.

Rodas não compareceu e enviou um representante, que não se pronunciou e saiu antes do término da seção, pois teria sido ofendido pelos participantes.

Documento apresentado na audiência mostrava que o valor dos locais utilizados fora do campus é de mais de R$ 35 milhões. “Achamos absurdos esses valores, e é tudo muito estranho, não sabemos se isso foi aprovado no CO (Conselho Universitário)”, diz Carvalho. Segundo informativo da universidade, a USP arcou apenas com “gastos de manutenção e de segurança”, sem informar o valor da operação.

 

Rede Emancipa está inaugurando mais um cursinho em 2011:

 

Cursinho Popular Edson Luís

 

Cursinho pré-universitário GRATUITO na USP

Alunos ou ex-alunos da rede pública interessados em prestar o vestibular ou se preparar para o ENEM, venham estudar conosco!

Aulas de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h45

Local: Faculdade de Educação da USP

(Av. da Universidade, 308, Bloco B, sala 105, Cidade Universitária)

Início das Aulas: segunda-feira, 11/04

Aula Inaugural com professora Lisete Arelaro(diretora da FE-USP), 11/04, 8h30

Inscrições por e-mail: cursinhoedsonluis@gmail.com

 

Mais informações:

9379-8575(Claro): Bianca

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8592-9876(Tim): Maíra

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COMUNICADO DA OCUPAÇÃO DA SEDE DA COSEAS

Os estudantes de baixa renda que entram na Universidade não têm as condições econômicas para cursa-la. É direito desses estudantes e dever do Estado garantir a sua formação, que passa pela garantia de moradia, alimentação, auxílio transporte. São políticas mínimas que deveriam viabilizar a todo estudante a permanência em seu curso, sem evasão. Mas, na USP, há muito tempo as demandas estudantis vão além das políticas assistenciais concedidas pela Reitoria da USP. Aliás, as que hoje existem são fruto de lutas estudantis no passado.

Atualmente, a Coordenadoria de Assistência Social (COSEAS), é o órgão da Reitoria responsável pela permanência estudantil que seleciona, dentre os estudantes que necessitam, os poucos cujos direitos poderão ser atendidos. A falta de democracia na estrutura de poder da USP já permitiu à Rosa Godoy, atual diretora do COSEAS, acumular os cargos de direção da Escola de Enfermagem da USP e da COSEAS, coisa que não ocorre em nenhum outro órgão público. Hoje, ela permite que Rosa, há 15 anos em seu cargo, não atenda às crescentes reivindicações estudantis, justamente por comprometer-se a aplicar o projeto de educação da Reitoria e do Governo do Estado: uma universidade elitista e distante das demandas sociais dos trabalhadores que a financiam.

Há uma defasagem histórica de falta de vagas no Conjunto Residencial da USP (CRUSP) e há muito tempo seus moradores vêm levantando suas necessidades em reuniões. Rosa Godoy e representantes de moradores se reuniram algumas vezes para negociar, mas o resultado sempre foi promessas sem prazos para cumprimento. Na noite do dia 17 de março de 2010, reunidos em Assembléia, cansados das reuniões sem resultados e da demanda nunca atendida, os moradores votaram pela retomada do térreo do bloco G do CRUSP. O local, que originalmente era utilizado para moradia estudantil, estava funcionando como um órgão administrativo da COSEAS. A ocupação pacífica e suas reivindicações se mantêm até agora.

– Todo ano, são cerca de 500 estudantes que ficam de fora da moradia. Como o processo de seleção demora, muitos ficam provisoriamente em um alojamento precário até sair o resultado. Só nesse início de ano, até o dia 26/02, com apenas duas semanas de aula, foram cerca de 160 inscritos e, destes, cerca de 100 não foram alojados. O espaço da ocupação está sendo hoje usado também como moradia. Não podemos ser desalojados sem garantia de que teremos vagas permanentes. Aumento imediato no número de vagas nos alojamentos e moradias e uma política concreta e crescente de ampliação anual de vagas.

Conforme o termo de acordo da desocupação da Reitoria da USP em 2007, 194 novas vagas de moradia estudantil deveriam ser abertas. Acontece que o bloco A1, há muito tempo em construção, não tem prazo anunciado para ficar pronto e o bloco desalojado pela reitoria que supostamente seria entregue para moradia estudantil também é só boato. Entrega de ambos os blocos até o fim do primeiro semestre de 2010.

– O CRUSP é hoje um local de resistência, que se solidariza aos estudantes secundaristas pobres que assim se utilizam minimamente desse apoio, como o da moradia na sala de um apartamento, ou na divisão de um quarto com seu colega ou mesmo parente, para poder estudar muito e conseguir passar no filtro social do vestibular. De dia ou de noite, fim das expulsões arbitrárias de estudantes da moradia. A expulsão deve passar pela decisão de Assembleia Geral de Moradores.


– É política consciente e deliberada da COSEAS a prática invasiva por parte dos agentes de segurança. São muitos os fatos e documentos que comprovam casos de invasão de privacidade, perseguição e vigilância da vida pessoal e política dos moradores. Os agentes de segurança deveriam garantir a segurança dos moradores contra perigos externos e não estar a serviço de um sistema de controle do comportamento dos cruspianos. Fim do serviço de vigilância contra os moradores e da prática de violência aplicada pela COSEAS. Realocação dos agentes de segurança para outra função. Afastamento de seus cargos das coordenadoras da COSEAS Marília Zalaf, Marisa Luppi e Rosa Godoy, responsáveis pelo “Programa de Segurança”.

– O atual processo seletivo é completamente realizado pela COSEAS, sem transparência, em ritmo lento e com critérios bastante obscuros. Mantendo-se o atual formato, é impossível resolver os problemas citados, seja da gestão ou da entrada e saída de moradores. Autonomia dos estudantes no espaço da moradia e participação de moradores nos processos seletivos para os programas de permanência.

– Com os poucos funcionários, a super-exploração do trabalho nos restaurantes da COSEAS, desde os terceirizados aos concursados, leva os trabalhadores a se invalidarem fisicamente em poucos anos de trabalho. Uma das conquistas da greve e ocupação de 2007 foi a ampliação da alimentação nos restaurantes universitários aos finais de semana. Obviamente, para que a reivindicação fosse atendida, seria necessária a contratação de mais funcionários, o que não ocorreu. Isso tem aumentado o ritmo de trabalho, tornando o atendimento ainda mais precarizado. Contratação de mais funcionários e melhoria nas condições desumanas de trabalho e atendimento da COSEAS.

– A “Bolsa Trabalho” que existia anteriormente correspondia a um salário mínimo e seu reajuste ocorria com base na variação deste. Já as bolsas “Aprender com Cultura e Extensão” pagam o valor de R$300,00 fixos. Assim, o aumento de 600 “Bolsas Trabalho” para 900 bolsas “Aprender com Cultura e Extensão”, na realidade, configuram uma redução de direitos e não uma ampliação destes, além de substituir a necessária contratação de funcionários públicos por mão-de-obra dos estudantes em serviços não necessariamente ligados à sua atividade acadêmica. Substituição das “bolsas-trabalho” por uma bolsa de estudos definida em base a critérios sócio-econômicos e sem contrapartida.

Todas as reivindicações levantadas foram construídas e deliberadas a partir de fóruns e organismos legítimos de representação dos moradores. O uso de violência deliberada constitui criminalização do movimento social e significa cerceamento das liberdades democráticas de manifestação e organização.

São Paulo, 22 de março de 2010.

A Ocupação

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http://coseasocupada.wikidot.com

carta_aberta

resposta

Um espaço de reflexão, estímulo à produção e veiculação de filmes não comerciais, de cinema de quebrada ou que contribuam para a compreensão da realidade em que vivemos. O tema do trabalho com as crianças esse semestre, que se refletirá na escolha dos filmes, será o urbano, as contradições da vida na cidade de São Paulo.

Essas exibições acontecerão todas as últimas sextas de cada mês (desconsiderando feriados) e começarão às 19hs, no CEE Raul Tabajara, onde acontecem as atividades do Piá.
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Coletivo de Educador@s do Piá

Na última semana, entre as diversas atividades organizadas pelo Grêmio dos estudantes da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) para a recepção aos novos estudantes que chegaram à faculdade, aconteceu uma visita para discutir o “corredor das humanas”. O corredor das humanas foi um projeto pensado por uma série de arquitetos modernos para o campus da Cidade Universitária na década de 60, no período de efervescência cultural que antecedeu o golpe militar de 1964.

Arquitetos como Vilanova Artigas, Paulo Mendes da Rocha e Carlos Milan pensavam um conjunto de edifícios como um grande eixo estruturador na USP, que reuniria todos os prédios das “humanidades”. Os saberes seriam integrados pelos grandes vãos, criando um único caminho que atravessava e ligava todos os prédios. A universidade era pensada por esses arquitetos como um espaço do livre saber. Eles projetaram grandes bibliotecas, teatros, museus, espaços estudantis, e amplos salões vazios para serem ocupados por atos, assembléias, festas, debates e o que mais a própria comunidade universitária desejasse; sem barreiras entre as atividades, entre as áreas do conhecimento, em espaços amplos e abertos a todos, contra a frangmentação da academia, a universidade enquanto TERRITÓRIO LIVRE. 

A visita começou na FAU, que além da História/Geografia foi o único edifício construído dentro desse projeto libertário de universidade, e que por isso mesmo incomoda tanto a burocracia dirigente da universidade, que vive fechando, loteando e mutilando o edifício. O prédio da FAU sempre foi ocupado por festas, shows, debates, assembléias. Os espaços livres de Artigas abrigam os mais variados usos, uma universidade para além das salas de aula. 

Depois da FAU os estudantes chegaram aos prédios da Letras e da Sociais/Filosofia, que deixam clara a negação total do projeto do corredor das humanas pela ditadura militar. São edifícios construídos para serem “provisórios”, e que parecem projetados para evitar atividades estudantis: sem vãos livres; sem comunicação entre os espaços; todos emparedados; com poucos acessos; feitos apenas de corredores, saletas e salas de aula. A impossibilidade total das aglomerações. 

Hoje, apesar do fim da ditadura, a arquitetura libertária de 60 está sendo substituída pela arquitetura do shopping. A principal obra de arquitetura na USP em 2006 foi a construção, ao lado do prédio-shopping da FEA, de uma praça de bancos. E para dar espaço à privatização da universidade as Reitorias e Diretorias têm aumentado violentamente a repressão, retirando direitos e liberdades estudantis que vão desde a liberdade de colar cartazes e fazer festas até o direito aos espaços estudantis.

Na FAU, o piso do museu, espaço designado aos estudantes no projeto de Artigas está ameaçado. O piso, que sempre abrigou as atividades livres dos estudantes; desde debates sobre o ensino, a arquitetura e a cidade até mostras de filmes, exposições, festas; e sempre possibilitou a livre produção dos estudantes, como publicações, cartazes, música, teatro, cinema, pode ser retirado. O projeto da burocracia é transformar o piso do museu em um espaço capaz de abrigar grandes exposições internacionais, emparedado, envidraçado e climatizado.

Na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) a ameaça aos espaços estudantis é ainda mais concreta. Na calourada de 2007 os estudantes derrubaram a jaula que o diretor Gabriel Cohn havia construído para fechar o porão, espaço onde os estudantes organizavam festas, passavam filmes e faziam reuniões. Um ano depois da derrubada da jaula, Gabriel Cohn concretou, nos feriados do final do ano, o espaço estudantil. Simplesmente construiu uma laje de concreto impossibilitando o acesso ao porão. Agora, a Diretoria da FFLCH está gastando mais de R$ 10 milhões para remendar com puxadinhos os prédios da ditadura, mantendo as mesmas características espaciais e ainda retirando os espaços estudantis existentes.

Ao final da visita os estudantes da FAU foram até os prédios do CRUSP (Conjunto Residencial da USP), construído também na década de 60. Em seu projeto original, a marquise que liga os blocos de habitação dos estudantes era prolongada por um passeio subterrâneo para chegar ao corredor das humanas, completando aquele projeto, em que a vida e produção dos estudantes se relacionavam diretamente. 

Diante da barbárie dos projetos atuais na universidade, em que a burocracia acadêmica mantém (ou piora!) os espaços da ditadura, a retomada do corredor das humanas coloca a necessidade dos estudantes se organizarem contra a universidade-shopping, por um novo projeto libertário de universidade, a universidade da maioria, o território livre.

Fonte_

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HUMANATERRA transformando saberes em atitudes oferece bolsas nos cursos para aprofundamento em Permacultura!

 São poucas vagas e no caso de muitos inscritos haverá uma seleção. Peço a ajuda de vocês na divulgação para pessoas realmente interessadas, que poderão aplicar e multiplicar os conhecimentos aprendidos e com disposição para ficar em barraca. Inscrições até 24/2!

 A Harmonia entre o Mundo Interior e o Mundo Exterior

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27 e 28/2

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Colocar os sonhos no papel e reproduzi-los no planejamento da casa, sítio ou jardim, interagindo e colocando a natureza a nosso favor e ao mesmo tempo favorecendo-a, É SIMPLES, satisfaz, motiva e traz muita alegria!

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13 e 14/3

Chegada no dia 12 a noite – jantar incluso

Término dia 14 às 17h

Cuidar da nossa água, essencial e altamente ameaçada, transformar nossas casas em purificadoras ao invés de poluidoras, pode ser FÁCIL e muito enriquecedor.

 Bioconstrução com Francisco Lima

2, 3 e 4/4

Chegada no dia 1 a noite – jantar incluso

Término dia 4 às 17h

Construir ou reformar com máxima eficiência e conforto, perceber nossa casa como um organismo, poupando a natureza e valorizando nossa cultura, nossos antepassados e aproveitando os recursos mais abundantes em nossa região de forma sustentável, é POSSÍVEL, acessível e pode te fazer mais feliz!

 Produção de Alimentos com Pete Webb

15 e 16/5

Chegada no dia 14 a noite – jantar incluso

Término dia 16 às 17h

Produzir alimentos em pequena ou larga escala, na sua casa, sítio, local de trabalho, calçada, escola ou apartamento, É POSSÍVEL, divertido e terapêutico.

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 Mais info? 11 9933-3883 ou email contatohumanaterra@gmail.com ou acesse o blog http://www.humanaterra.blogspot.com/   ( vale muito a pena conhecer! )

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FONTe  http://paginasverdes.org/

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